quarta-feira, 8 de abril de 2009

Yes: Yeah Yeah Yeahs!

Excelente o novo disco do Yeah Yeah Yeahs, It's Blitz. Na crista da onda, vamos dizer, "retrô", o YYY faz um som com muitas guitarras e marca esse disco com sintetizadores. Contudo, não vende a alma à volta pura e simples aos 80. Sabe tirar da "década perdida" o que tem de "ganho" e propor novas misturas. Abaixo a capa do novo disco e sua terceira faixa, Soft shock. Muito bom!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Acervo digital da Revista Veja

Maravilhoso acervo digital da Revista Veja.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Guerra Civil da Espanha 70 anos

Imagens da Guerra Civil Espanhola, que faz seus 70 anos.

terça-feira, 31 de março de 2009

A insatisfação moderna

Um trecho de João Pereira Coutinho hoje na Folha:
A modernidade ofereceu-se aos Homens como projeto de construção secular. Por meio da Razão, seria possível conquistar a "sorte" que tanto afligia os gregos e realizar na Terra o que a cristandade medieval apenas prometia para o Reino dos Céus. A felicidade seria uma construção individual e progressiva rumo a um fim determinado. Paradoxalmente, essa ideia libertadora apenas trouxe o seu reverso: se a felicidade era responsabilidade nossa, a infelicidade também. E, adicionalmente, se a felicidade era convertida em projeto, ela seria igualmente convertida em insatisfação interminável: jamais estaremos onde queremos estar; jamais seremos o que queremos ser; jamais teremos o que queremos ter. A felicidade moderna converteu-se numa vigília permanente: a vigília de Homens insatisfeitos; de Homens esmagados pelos seus próprios ideais de felicidade e perfeição. Viver com Brenin ensinou a Rowlands essa crucial diferença entre Homens e animais: nós vivemos mergulhados no tempo e nas nossas próprias teleologias pessoais. E a forma como desejamos sempre momentos que são posteriores ao momento presente impede-nos de viver qualquer momento de forma real e total. A infelicidade humana não nasce da nossa ignorância ou da nossa imperfeição. Muito menos da ignorância ou da imperfeição das nossas sociedades. A infelicidade humana é um produto da nossa específica temporalidade. Resta uma questão final: serão os Homens superiores aos animais? A resposta de Rowlands talvez seja a mais honesta: depende do que entendemos por "superioridade". Sim, um lobo jamais pintaria o teto da Capela Sistina. Mas será a Capela Sistina uma necessidade para um lobo? Ou, pelo contrário, será antes uma necessidade para nós? Uma forma de completarmos a parte que nos falta das várias partes que nos faltam?

"1984" é hoje...

...mas em vez do "Grande irmão" são os "grandes irmãozinhos", ditaduras de si mesmos...